O perigo das stablecoins algorítmicas: O caso Terra Luna

O perigo das stablecoins algorítmicas: O caso Terra Luna No mercado de criptomoedas, as stablecoins surgiram como um porto seguro contra a volatilidade. A promessa é simples: uma moeda digital que mantém sempre o valor de 1 para 1 em relação ao dólar. No entanto, o colapso do ecossistema Terra (LUNA) em 2022 serviu como um aviso brutal de que nem toda moeda “estável” é realmente segura. O que são stablecoins algorítmicas? Diferente de moedas como o USDT (Tether) ou USDC, que mantêm reservas em dólares físicos ou títulos em conta bancária, as stablecoins algorítmicas como a UST (TerraUSD) não possuem lastro real.

Elas dependem de algoritmos e incentivos de mercado para manter o preço. No caso da Terra, o sistema funcionava em dupla: para criar 1 UST, era necessário “queimar” o equivalente em LUNA. Se o preço da UST caísse abaixo de 1 dólar, o algoritmo incentivava os usuários a trocar UST por LUNA, reduzindo a oferta e forçando o preço de volta ao alvo. A “Espiral da Morte” O problema desse modelo é que ele depende inteiramente da confiança e da demanda contínua.

Em maio de 2022, essa confiança quebrou. Uma série de saques massivos fez a UST perder sua paridade com o dólar. O mercado entrou em pânico. O algoritmo tentou salvar a UST emitindo trilhões de novas moedas LUNA para absorver o impacto, o que gerou uma hiperinflação do ativo. Em poucos dias, o ecossistema que valia mais de US$ 40 bilhões virou pó. Investidores que buscavam segurança viram seu capital desaparecer quase instantaneamente. Lições para o investidor de criptomoedas Onde investir banco onilx